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não sei se partes...

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escuro translucido bebo-te de seguida  e a noite parte...  num prenuncio  tenho a vida como arte... vazio de tudo a que voto a vontade cheio de pouco a que não tenho idade sinto o teu sabor na lâmina de um copo vazio gela-me a alma  com a acidez da tua partida fica... preciso de te sentir ausente.
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Vejo o passado morto e o presente a debater-se... Vejo um copo que se enche de ânimo. A partilha da ilusão no grupo da solidão. Vejo que nada me prende e não saio desta clausura. aprisiona-me à tua liberdade... Vejo o futuro a nascer.
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Vagueiam em mim, pensamentos maus. Amordaço-os. Até quando? Vagueiam em mim, intenções sãs. Reprimo-as. Para depois... Deambulam vozes... no silêncio das redes.
Manchamos a nossa passagem. Entre outras manchas… Escondemos a vergonha que temos com o silêncio. E no fundo ganhamos outra mancha… (escrito após a leitura do livro de Philip Roth “A Mancha Humana”)
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a porta da minha rua, por aqui começa aquilo que queremos...