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Regresso...

Sem intimidade no ínfimo som, o teu olhar fugia o teu corpo se escondia, triste. não se reflectem no espelho os sonhos... a luz, não descobre os segredos. ris-te... eco do riso na água escoada.

vagueio...

uma rua povoada de sombras que acompanham a solidão alma nua de botas rombas caminha na ilusão presas no tempo as estrelas voam gritos presas no tempo as pedras escutam murmurios é noite no interior de todos os dias... (em novembro no La sombra de la palabra escrevi mais este devaneio)

companhias...

Cornucópia de vida e os amigos rodopiam, no centro de nós. sempre aqui no caminho que tomamos. não estamos sós... sentimos. (Junho de 2011 para o Ricardo e Marta)

Aqui vou...

Agora parto em busca de ti Depois de ter encontrado o que sou. Somos um caminho em direcção de nada E chegámos aqui. Solto-me no teu corpo e descanso Amo-te… Amo-te… Nasce o sol no futuro.

E ...

Sufoco... neste mar... neste tempo... acordo... grito por mim, por nós... ninguém nos ouve... ninguém nos olha... e a revolta é domada. porquê? deixamos? suportamos? não!!! quero sair e amarro-me na hora do tempo que crio... mais uma pedra no bolso. mais uma subida no peito.

hoje sou assim...

… a chegada do Outono foi a data do meu inicio de vida há alguns anos atrás, mais propriamente quarenta e seis. De entre a alegria de chegada e as preocupações de como seria, por parte da minha mãe, as perspectivas não eram más, vistas por mim a esta distância temporal acredito que seriam muito boas. Sei, hoje, que foram tempos muito difíceis aqueles. Sei igualmente que existiam muitos medos para o futuro (medos que vão permanecer até que o futuro possa ser lido e alterado). Mas ao olhar para o que aconteceu fico satisfeito pelos caminhos que tomei, em alguns fui ajudado a escolher o melhor troço, e pelas paragens que fiz para nova caminhada. É assim que eu entendo que deve ser feito a caminhada da vida. Existe arrependimento? Pergunto-me tantas vezes nesta altura de fim de verão, claro que sim, respondo outras tantas. Muitas coisas teria alterado muitas decisões teria tomado. E quem não alterava se pudesse? Não tenho, é verdade, situações de grande arrependimento, provocadores de insó...

Viagem no porto de partida...

Assim que eu partir corre para os meus braços. Vou estar aí quando quiseres... Cruza os teus dedos na minha nuca e sente o meu suspiro. Um dia não chego, mas não vais sentir... há muito que me ancorei no teu peito.