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Para todo o tempo...

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A cor da tua pele suada Desejo de marear no teu peito. Ancoras-te nas minhas entranhas E balouças o teu corpo ao dormir do sol.

Estátua do tempo...

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Transporto o tempo imóvel! Pesar pela perda de uma palavra... Muda. Guardo-te numa dobra de papel, folha branca, alva... Absurda. Transporto o som da partida! Ansiedade, pela solidão que não chega... Hora que fia, hora fugida. saudade...
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"Estamos a criar uma nova ditadura, a do silêncio: vivemos com medo e, por causa do medo, não chegamos a viver." Anatomia dos Mártires , p.94. TORDO, João. D.Quixote, Lisboa, 2011 19 de Maio, aniversário da morte de Catarina Eufémia. Desde muito pequeno que a imagem de coragem desta mulher foi para mim um grande exemplo. Por lutar junto dos homens, por defender o que achava justo, por querer dar comida aos seus filhos, por pretender que todos nós vivessemos sem medo... Na altura, quuando soube a historia desta mulher, imaginava-a forte e destemida. Ia à luta. Não vassilava quando o importante era lutar pelos seus filhos, quando o importante era lutar por si e por todos os que trabalhavam. Hoje com tudo o que vai acontecendo em Portugal, gostava que todos nós tivessemos um pouco a coragem da Catarina. Era importante, para não vivermos na ditaura do silêncio que temos vindo a alimentar.

segredos de silêncio...

Incomoda-me o silêncio das arvores, os segredos a correrem as calçadas. O olhar mudo a cavar fundo, as palavras traçadas. Incomoda-me o que dizes, Quando calas os gestos e viajas nos ecos, não regressas… Incomoda-me a tua partida, sem pressas… Incomoda-me que fiques…

Na ponta de uma corda...

Braços que pendem no desalento da escuridão, tenho as mágoas na ponta de uma corda. Preciso delas, preciso de lhes dizer não... Quando me atormentam, quando me deixam a vida torta. Caminho errante, caminho seguro. Braços à toa contra o vento suão. Tenho a alma presa num papagaio que voa...

dia do pai... dia mundial da poesia...

- Prometes que vais dar-me sempre um abraço?, perguntei num final de um jogo de basket. - claro que sim..., respondeu de olhar vivo e riso solarengo. Ganhei o meu presente de dia do pai, murmurei. Escrevi na passagem do oitavo ano do meu filho, o meu abraço cada vez está mais pequeno cada ano. Sem pensar que o abraço do francisco está cada vez maior. Senti protecção. Encostei-me no peito do meu filho e fui novamente criança ... esquecemos tanta coisa e sonhamos outras tantas... obrigado filhos pela infancia que envolvem em mim...

dia dos namorados...

paixão é sentir que nos falta o ar quando não estamos juntos... paixão é imaginar o quanto solitário é não estarmos no mesmo caminho a percorrer... temos de estar em paixão... só assim podemos sorrir com o traço que fazemos no céu, ao sublinhar o nome por quem estamos hoje de paixão eterna...